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class="gkFeaturedItemTitle" O louco é o Luis Fabiano?! Por @CarlosPort

  • Categoria: Carlos Port
  • Publicado em Quinta, 16 Maio 2013 18:32
  • Escrito por Carlos Port

Eis que, como um austero general querendo reagrupar uma tropa abatida, após 19 batalhas perdidas em 20 mata-matas, Juvenal Juvêncio resolveu pelo terror, corrigir os erros do SPFC.

Dispensou sete jogadores do elenco, tratados como descartáveis.

A questão não é concordar ou não com os nomes dos colocados à disposição, mas a forma que isso foi feito, deteriorando o próprio patrimônio, desvalorizando os atletas e o poder de negociação por eles. Soberba ignorante.

Não bastasse, o fogo amigo de JJ, Adalberto e trupe elegeu um ídolo vilão: Luís Fabiano.

Vamos lá:

Fabuloso é inconsequente, explosivo, de temperamento irresponsável e deveria estar presente em várias ocasiões, onde faltou por indisciplina.

Porém, em outras vezes, se ausentou por se tornar figurinha carimbada e carta marcada, entre arbitragens, federações e confederações.

Sua suspensão na Conmebol foi vergonhosa por parte da entidade, um disparate. Uma sujeira, considerando que até homicídio na edição 2013, só rendeu 1 jogo de portões fechados.

Quando Fabuloso enfim voltou, não tinha seu companheiro de ataque Osvaldo, lesionado. A mesma falta que Osvaldo sentiu de Luis Fabiano no primeiro jogo, foi reciprocamente sentida na segunda partida, dessa vez, pelo centroavante. O Galo aproveitou e atropelou.

Eleger "culpados" ou vilões após isso, é covardia torpe, vil e ditatorial. 

Não foi Fabuloso o responsável pelo tabu de 11 jogos diante do maior rival, por 47 clássicos não vencidos ou 73 disputados, pelas 6 eliminações consecutivas para times brasileiros em Libertadores, pelo maior jejum estadual desde a fundação do Morumbi. Pelos 19 mata-mata perdidos em 20 jogados.

Todas essas estatísticas que abalam o Clube da Fé, são de responsabilidade do senhor Juvenal Juvêncio, que após o 2º mandato concluído, entrou numa espiral de fracassos, vexames e humilhações, sem perder a soberba "soberana".

Soberano é o escambau, somos o Clube da Fé!

Clube da Fé que contou com os gols de Fabuloso, pra voltar pra Libertadores.

Uma longa espera, que rendeu até, 45 mil torcedores no Morumbi em 2011, recebendo o ídolo, ainda lesionado.

A contusão agravou-se, meses se passaram.

2012 foi o ano que Fabuloso pôde enfim, jogar.

Só perdeu em artilharia, para um jogador no país.

Fez mais gols que o jogador mais caro do Brasil, guardou mais bolas na rede que o mais famoso, fez gols em todos os clássicos.

Calou o Pacaembu lotado de contrários.

Sim, as recorrentes indisciplinas, do Chulapa do século XXI, incomodam e muito.

Mas Chulapa, que colocaria Fabuloso no chinelo por suas loucuras explosivas, até hoje, é o maior artilheiro da história do São Paulo FC.

Luis Fabiano hoje é tratado como um louco incorrigível, que pode ir embora.

Loucos, são estes dirigentes, cada vez mais amadores e desprezíveis em atitudes, que os fazem parecer, realmente, do bando de loucos.

Diretores de futebol que não conhecem futebol. Diretores de marketing que não fazem marketing.

Estariam no time errado?

Parece que sim.

No mais, tamo junto Favela, o que você decidir Fabuloso, é noise!

 

Carlos Port

Equipe São Paulo Digital

No Twitter: @carlosport

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* Texto de responsabilidade total do autor, não representando, necessariamente, a opinião do portal São Paulo Digital.

Foto: Globo Esporte

 

 

class="gkFeaturedItemTitle" O trágico final da era Juvenal Juvêncio. Por @CarlosPort

  • Categoria: Carlos Port
  • Publicado em Segunda, 06 Maio 2013 12:46
  • Escrito por Carlos Port

Libertadores 2013. Drama são-paulino ainda nas oitavas de final.

O São Paulo pode classificar, porque o Tricolor é muito grande e o futebol, muito dinâmico.

Se os jogadores e líderes do time se fecharem, a disputa está viva.

Se caírem, será o 19º fracasso da era Juvenal Juvêncio, em 20 mata-matas disputados.

Uma vergonha jamais vista no Morumbi.

Na era do diretor de futebol corredor de Porsche, que abandonou o time em momento crucial da disputa. Rogério Ceni, o Mito, deu o recado, de como isso incomodou e revoltou o elenco, mesmo que de forma sub-liminar, afirmando n vezes, do orgulho que sentia de estar lá na Bolívia.

Enquanto outros... 

São-paulino, quer protestar, exercer o seu direito de torcedor apaixonado, o faça!

Mas mirando o alvo certo.

Os jogadores não são os maiores culpados.

Sim, alguns possuem claras limitações e erraram em diversos momentos.

Mas faz parte do futebol o erro, nenhum jogador é perfeito. Se todos fossem, jamais haveriam vencedores no esporte. Sempre empatariam nas respectivas perfeições.

Atletas são culpados apenas, quando fazem corpo mole, são chinelinho.

Limitação não é culpa de jogador. É culpa de quem contrata errado.

Nenhum atleta joga no SPFC porque quer. Joga porque foi contratado.

A limitação do jogador é a consequência. Mas a causa, é a contratação errada.

E quantos ao longo da era JJ, não foram contratados erroneamente?!

Pacotes de "bom e barato", iludindo uma nação gigantesca?

Dezenas de jogadores incapazes de vestir a camisa do SPFC passaram pelo Morumbi, nos últimos anos.

Erros pontuais de contratações são absolutamente naturais. Erros de baciada, no atacado, não.

Dinheiro jogado no lixo, por diretorias de futebol incompetentes e prepotentes, arrogantes e desconhecedoras de futebol.

Era Leco, era Jesus Lopes, era Adalberto Baptista.

Todas desastrosas.

Sob a batuta do maior desastre de todos, Juvenal Juvêncio.

Aquele que foi presidente em 90 e o São Paulo só não foi rebaixado, porque o regulamento não previa o descenso. O presidente que fez a pior campanha na história do Tricolor, em todos os campeonatos, desde 1935.

Justiça seja feita. Sempre foi grande diretor de futebol, mas quando subiu pra presidente, se perdeu sempre, pela arrogância "magnânima" característica.

Os números não mentem.

Além dos 19 campeonatos perdidos em mata-mata, apenas 1 título nos últimos 4 anos. Ainda assim, de relevância menor, sem grandes equipes em disputa, a Sul-Americana.

O maior jejum de campeonatos estaduais desde a fundação do Morumbi.

73 clássicos disputados, apenas 26 vencidos, entre abril de 2006 e maio de 2013.

Ao todo, a atual era Juvenal Juvêncio e sua trupe não condizente com o São Paulo FC, venceram 4 títulos. 

Em quantos títulos disputados? 26.

4 taças em 26. Isso não é São Paulo FC.

Ah mas o presidente cuidou do Morumbi...

Perdendo o estádio em Copa do Mundo?

Cuidar do patrimônio é obrigação, não virtude.

Mas parte da torcida, ainda insiste em culpar jogadores e técnicos, numa ciranda sem fim.

Historicamente, a torcida do SPFC comete a estupidez de atacar seus craques.

Foi assim com Raí até se firmar, com Dario Pereyra, com Kaka que se tornou maior do mundo depois e novamente, com Luis Fabiano.

Um explosivo, muitas vezes inconsequente, que merece cobrança, mas não, ofensas e ingratidão.

Pois é o maior artilheiro da história do SPFC, em Campeonatos Brasileiros.

Se o Tricolor está de volta na Libertadores, deve muito ao Fabuloso também.

Mas não, jogadores se tornam alvo e aqueles que construíram os piores tabus negativos da história do SPFC, o segundo maior jejum da era Morumbi, aqueles que contratam jogadores de ponta arrebentados em lesões e pagando muito, são poupados.

Até quando?!

O prazo de validade já venceu.

O SPFC vive a sua "dualibização", a sua "mustafálização".

Culpa de um conselho comprometido com suas benécias e não com o Tricolor.

Culpa de uma oposição incapaz e inerte.

Culpa de excepcionais cardeais adormecidos e omissos.

Culpa de um modelo de gestão onde o torcedor, o sócio-torcedor, não tem voz.

Quem elege o presidente do SPFC é o conselho tricolor, quem elege o conselho é o sócio e destes, cerca de 40%, pelo menos, nem são-paulinos são.

Se a piscina do clube está ok, a sauna, a quadra de tênis, o society, a bocha, é o que importa nas eleições do SPFC.

Até quando?

Somos o Clube da Fé e esta fé está realmente, sendo testada.

Uma hora, a nação tricolor vai explodir e aí, segura.

 

Carlos Port

Equipe São Paulo Digital

Crédito/Imagem: estadao.com.br

* Texto de total responsabilidade do autor, não representando, necessariamente, a opinião do portal São Paulo Digital.

class="gkFeaturedItemTitle" Libertadores ou Uefa Champions League, eis o Tricolor do Morumbi. Por Carlos Port

  • Categoria: Carlos Port
  • Publicado em Quarta, 24 Abril 2013 19:59
  • Escrito por Carlos Port

Esta é uma aula para os rivais do Tricolor do Morumbi e também, um registro histórico de tradição para o são-paulino.

O SPFC, o Clube da Fé, já venceu grandes clubes da Inglaterra, da Itália, da Espanha, da Alemanha, da França, da Argentina e do Uruguai.

Em outras palavras, o Tricolor já ganhou de equipes de todos os países que já venceram Copa do Mundo.

Na Argentina, as vítimas foram Boca Juniors, River Plate, Velez Sarsfield, Estudiantes de Plata, Quilmes, Independiente, Gymnasia, Huracan, Newell's Old Boys, San Lorenzo, Rosário Central e Tigre.

O SPFC, pra lembrar dos primórdios da Copa, já aniquilou os tri-campeões do mundo Nacional e Peñarol, do Uruguai.

Já venceu o Bordeaux, da França.

Na Inglaterra, os derrotados foram Liverpool (em final de Mundial), Arsenal, Bolton e Southampton.

Já na Espanha, Real Madrid e Barcelona sucumbiram diante do SPFC, ambos perderam de goleadas por 4 gols, além da decisão de campeonato mundial conquistada pelo Tricolor. Espanyol, Cadiz, Las Palmas, Sevilla, Tenerife e Valencia completam a lista de equipes espanholas, vencidas pelo Clube da Fé.

Na Alemanha, Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen, Eintracht Frankfurt e Colônia, caíram diante do Tri-Mundial.

Por fim, na Itália, Milan (decisão do Mundial de 93), Lazio e Fiorentina, perderam para o SPFC.

Países que não conquistaram Copa do Mundo também tiveram equipes derrotadas pelo Tricolor.

O Tricolor paulista simplesmente atropelou os maiores times de Portugal: Sporting, Porto e Benfica. 

O Mais Querido bateu duas vezes no famoso time do Cosmos, dos EUA.

O São Paulo já ganhou de times, de todos os países da América do Sul.

Além disso, o Tricolor paulista venceu times japoneses, suecos, árabes, salvadorenhos, holandeses, tchecos, indianos, romenos, russos e sérvios.

O Tri campeão do Mundo São Paulo FC é conhecido em todo planeta bola.

Mais do que conhecido, é temido.

Muito temido e respeitado.

O seu time tem esse cartel de vitórias internacionais?

Nem precisa pesquisar no Google, não tem.

Portanto, abaixe a cabeça e lamente por ter lido essa coluna de massacre são-paulino.

Somos hexa, os maiores campeões brasileiros sem canetada de CBF.

Somos tri da Libertadores.

Somos tri do mundo.

Somos, acima de tudo, o Clube da Fé.

 

Carlos Port

Equipe São Paulo Digital

No Twitter: @carlosport

 

 

class="gkFeaturedItemTitle" Telê: (e)ternamente, no coração tricolor Por Carlos Port

  • Categoria: Carlos Port
  • Publicado em Domingo, 21 Abril 2013 09:59
  • Escrito por Carlos Port

davem

Quando ele chegou ao São Paulo, em 1990, muitos da crítica especializada disseram:

" O tempo dele já passou, é pé-frio, ultrapassado." 

No início, com apenas alguns meses, já levou o Tricolor a mais uma final de Campeonato Brasileiro.

Foi derrotado.

Decretaram: "Está vendo? É pé-frio. E ainda por cima, quer jogar futebol romântico, como antigamente."

1991. A abnegação de um homem distinto, honrado, batalhador, fez a história virar a página, de uma forma nunca vista no futebol brasileiro.

O grito de campeão nacional estava entalado na garganta de todo são-paulino, depois de dois vice-campeonatos consecutivos.

No Morumbi, a redenção da bola estufada na rede, pelo gol emocionante de Mario Tilico, abrindo a vantagem de 1 a 0. Em Bragança, o empate heróico de 0 a 0. São Paulo, enfim, campeão brasileiro!

No final daquele ano, viria mais. O mundo começava a conhecer Rei Raí, que fez 3 gols na primeira partida da decisão contra o rival alvi-negro. No segundo jogo, 106 mil assistiram o Tricolor conquistar o Paulistão mais uma vez.

Raí, lapidado por Telê, conheceria no ano seguinte, 1992, o ápice da glória.

Pelos treinos incansáveis do Mestre, a conquista da América era o destino. 105 mil pessoas no Morumbi, promoveram a maior invasão de gramado da história do futebol. São Paulo FC, campeão da Libertadores da América.

Faltava o mundo. E para conquistar o mundo, é preciso atravessá-lo.

Telê e seus comandados foram ao Japão, enfrentar os poderosos espanhóis. O favoritismo? Todo europeu. Existiam aqueles que ainda duvidavam do Mestre, do que ele era capaz de fazer com seus jogadores, alguns tão limitados tecnicamente. Mas o Mestre persistia nos fundamentos, ia até os limites, de cada atleta que aprimorava.

O resultado de tanto trabalho e persistência, de tanto gosto pelo futebol bem jogado, veio na cobrança magistral de Raí, na gaveta de Zubizarreta. São Paulo 2, Barcelona 1. Tricolor Campeão do Mundo!

Foi o maior erro de Cruyff na história, que ao final do jogo, afirmou: "fomos atropelados por uma Ferrari."

A Ferrari, quem diria, era conduzida por um senhor de 61 anos, na época.

Chegando em São Paulo, recepcionado por uma multidão, Telê comemorou com o Tricolor e sua nação, mas avisou, chega de festa, a semana ainda seria de muito trabalho, outra final o aguardava. A decisão de mais um Campeonato Paulista.

O Mestre havia deixado o São Paulo com a mão na taça, contra o rival alvi-verde, antes de viajar para disputar o Mundial de Clubes. 4 a 2 no primeiro jogo. Ressaca, cansaço? Palavras desconhecidas no gramado para Telê, que com o seu amor pelo futebol incansável, levou o Tricolor ao bi-campeonato. 2 a 1, com 110 mil pessoas no Morumbi.

1993.

Aquele veterano treinador, seria capaz de repetir todas as glórias, novamente?

Era a pergunta atônita, daqueles que queriam parar o SPFC de Telê.

A resposta veio de duas formas: Bi da Libertadores e Bi Mundial.

Na final do Morumbi, os rivais chilenos foram implacavelmente massacrados, 5 a 1. Teve goleada, mas teve milagre de São Zetti, sim senhor, defendendo historicamente uma sequência de 4 chutes dentro da área.

De novo ao Japão, contra um dos gigantes italianos, o poderoso Milan, na época, com 7 jogadores titulares da Azurra. 

E daí? Na bola, 3 a 2 São Paulo, o mundo era novamente vermelho, branco e preto! O gol decisivo, feito por um jogador que Telê teve um cuidado especial, além de muita paciência e persistência. Muller. "Questo gol é per te, buffone!", ouviu Costacurta, mais um que pecou pela soberba diante do São Paulo de Telê.

Naquele fantástico ano de 93, ocorreu a fantástica quádrupla coroa. O Tricolor do Mestre Telê conquistou 4 títulos: Campeonato Paulista, Recopa, Libertadores e Mundial.

1994.

Seria possível ainda mais?

Telê tentou e quase chegou lá. Parou na final da Libertadores daquele ano, vencendo a partida final, mas caindo com o SPFC nos pênaltis.

Mas uma nova Recopa chegaria a Sala de Troféus do Morumbi.

E a partir de então, a luta ficou mais difícil.

O São Paulo passou a enfrentar uma renovação necessária, o Mestre já dava sinais de um certo cansaço. Estaria com algum problema?

Muitos, milhares, milhões, viram aquele senhor, quase sempre com sua camisa polo vermelha, acenando para a saudação da torcida.

Quando fazia esse gesto, ao canto de "Olê, olê, olê, olê, Telê, Telê" parecia estar respondendo aos seus filhos, aos seus netos.

E muitos são-paulinos o viam assim mesmo, como pai, como avô.

Se pudessem, pediriam "benção pai", beijariam sua mão, sua testa.

Agradeceriam tanto cuidado pelo sentimento de amor são-paulino.

Janeiro de 1996, a isquemia cerebral.

A história do maior técnico de todos os tempos se encerrava no São Paulo.

Mas ainda foram 10 anos de luta, até o dia que o Mestre enfim descansou, em 21 de abril de 2006.

Saudade, quanta saudade...

Amor eterno de uma nação em 3 cores. 

Difícil não chorar ao lembrar de tudo isso, porque fez parte da vida de milhões de são-paulinos.


Os ideais de Telê Santana, fez o Mestre ser de todas as torcidas.

Mas só o são-paulino, viveu a intensidade e plenitude, do maior técnico vencedor da história do futebol brasileiro.

Do homem que acreditou até o fim, que o futebol era sim um espetáculo.

E como faz falta o espetáculo nos dias de hoje.

Telê, em 26 de julho de 2011, completaria 80 anos, se fosse vivo.

Mas do céu, ao lado do Santo Paulo, está lá, acenando, agora angelicalmente, a nação que entoa ainda hoje, aqui da Terra:

"Olê, olê, olê, olê, Telê, Telê..."





Carlos Port
Equipe SPFC Digital

No Twitter: @carlosport


  


 

 

class="gkFeaturedItemTitle" Perdão pelo São Paulo, Rosan. Por Carlos Port

  • Categoria: Carlos Port
  • Publicado em Segunda, 01 Abril 2013 07:54
  • Escrito por Carlos Port

Luiz Alberto Rosan.

Patrimônio mundial da fisioterapia.

Vou contar uma história pra vocês.

Rosan saiu de Potirendaba atrás de um sonho: trabalhar com fisioterapia no futebol.

Formado lá em Piracicaba pela Unimep, começou com geriatria, em uma época onde ser fisioterapeuta, era muito diferente.

Ao lado de um amigo, primeiro sócio, sentia que sua vocação ia além. Precisava buscar mais.

E partiu pra cidade grande, com um ideal de valor: "eu quero, eu posso, eu consigo".

O ano era 1981.

Rosan bateu na porta de vários clubes. Ouviu muitos "nãos" e "talvez".

Passou dificuldades financeiras e emocionais. O dinheiro terminava, contava apenas, com a ajuda da família, o apoio dos pais e um lar de uma tia.

Certa vez, foi tomar um lanche, em mais um dia estafante de busca de um estágio. Esqueceu sua carteira na lanchonete, com os documentos e o único dinheiro que possuía. Percebeu no ponto de ônibus. Quando voltou, era tarde demais.

Desespero, pranto, desilusão.

Decidiu, então, voltar pro interior. Mas antes, iria passar em um estádio gigante, portentoso, que ainda não havia conhecido.

"Como ir embora sem conhecer o Morumbi?", pensou.

Pra lá foi, com a passagem já comprada de volta.

No portão 1, um pedido pra entrar e ver o campo.

Maravilhado ficou. Eis que por ali, estavam profissionais do departamento médico do São Paulo Futebol Clube.

Coincidência? Destino?

Conheceram Rosan. Sua história.

Mesmo assim, ele voltou para Potirendaba.

Mas o São Paulo foi buscá-lo.

E então...

10 anos prestados ao SPFC, em sua primeira passagem, com o título brasileiro de 1986 e os campeonatos paulistas de 1981, 1985, 1987 e 1989.

Foi campeão no Bragantino e então, o Japão o descobriu. Novas conquistas na terra do Sol Nascente.

No Santos, cuidou do nascimento da geração de Robinho, Diego, Elano e Renato. Tratou como ninguém da leucemia de Narciso.

Mas voltou pra sua casa, o São Paulo.

Criou o Reffis, na área de fisioterapia. Turíbio Leite de Barros, era o mentor da fisiologia.

Ambos mandados embora do São Paulo.

Antes disso, conquistaram o retorno do Tricolor pra Libertadores, ao lado de Rojas, depois Cuca, depois Leão, depois Autuori.

O resultado todos sabem. Tri-campeão da América e Tri-Mundial.

Com Muricy, Tri-Brasileiro consecutivo. Hexa.

Os melhores do mundo Kaka, Rivaldo, Ronaldinho e Ronaldo, passaram pelas mãos de Rosan no SPFC, mesmo estando em outros clubes da Europa.

Luis Fabiano só ficou bom mesmo, quando Rosan assumiu integralmente seu tratamento. Duvidam? Perguntem pra ele.

Ganso só escolheu o SPFC, pelo diferencial do Reffis de Rosan, pra sua recuperação. Duvidam? Perguntem pra ele.

Reconhecimento internacional.

4 Copas do Mundo na carreira.

Mas o São Paulo...

Assim como ocorreu com o preparador físico da Seleção Brasileira, Carlinhos Neves, a ingratidão tricolor chegou em Rosan.

Toda sua história, seu currículo e glórias, foram desrespeitados.

Desprezados.

Desprezíveis. Os personagens que fizeram isso.

Rosan, pela excelência dos seus valores e princípios, pelos serviços prestados na área da saúde esportiva, recebeu comendas de cidadão paulistano e santista.

Gostaria de saber quais dirigentes do São Paulo FC, responsáveis por sua demissão, passaram perto disso.

Eu tenho vergonha da diretoria do SPFC.

Meu time que amo, se tornou mais um.

Não é mais o diferenciado.

Ainda é o maior campeão, mas até quando?

Com esses atos de desrespeito, de ataques internos à própria tradição?

Política. Bastidores.

Conceito de décadas, destroçado nos últimos anos.

Desculpa, Rosan, em nome da nação tricolor...

 

Carlos Port

Equipe São Paulo Digital

Crédito/Imagem: Guia do Estudante (Carolina Vellei)

*O conteúdo aqui expresso é de total responsabilidade do autor, não representando, necessariamente, a opinião do portal São Paulo Digital.

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