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Chegada de Pablo mostra fortalecimento financeiro do São Paulo

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O São Paulo anunciou a contratação do atacante Pablo na última quarta-feira. Mais do que a oportunidade de contar com um grande jogador para a próxima temporada, o acerto com o atleta de 26 anos é uma demonstração de força financeira em meio ao domínio de Flamengo e Palmeiras, que recentemente passaram a polarizar a disputa pelos principais nomes do mercado.

Em contato com a Gazeta Esportiva, o economista Cesar Grafietti, responsável pela análise financeira dos principais clubes brasileiros feita pelo Itaú BBA há oito anos, comentou sobre como a contratação de Pablo mostra que o São Paulo, apesar da seca de títulos, vem fazendo um bom trabalho fora das quatro linhas.

“A contratação do Pablo é uma demonstração de que o São Paulo é um clube que tem capacidade de competição por bons atletas no mesmo nível dos demais clubes. O São Paulo vinha fazendo muitas contrações, nem sempre contratações caras, isso enche o ‘contas a pagar’ com atletas que não são utilizados, que acabam emprestados. Me parece que o clube entendeu, com o Raí, que não basta ter um elenco cheio e jogadores sem capacidade de decisão. O clube entendeu que precisa entrar na fase de fazer poucas contratações, mas eficientes”, disse o especialista.

Neste ano, o São Paulo anunciou a intenção de sanar suas dívidas até o final de 2019. Desta maneira, o clube vem reservando 50% de suas receitas para o pagamento de despesas atrasadas. Mesmo destinando boa parte de seu orçamento a questões que transcendem as quatro linhas, o Tricolor conseguiu colecionar resultados muito superiores aos da última temporada e ainda atrair um dos principais nomes do futebol brasileiro, o que demonstra a gestão eficiente liderada por Raí.

Aliado à essa estratégia está o bom desempenho do departamento de marketing, que conseguiu um aumento nas receitas do São Paulo com publicidade. Desde o ano passado o clube conta com o Banco Inter como seu patrocinador máster e o apoio da MRV Engenharia como mais um apoiador, já que a construtora pertence ao mesmo grupo da instituição bancária.

“Eficiente não é necessariamente nome, nem valor. Claro que jogadores assim vão custar mais caro, e o Pablo é isso, um jogador relativamente caro. Aí todo mundo fala: ‘É um jogador que já tem 26 anos, não vai conseguir ser revendido’. O jogador não precisa ser revendido se o clube estiver organizado. Se o jogador tiver um contrato de quatro anos e desempenhar bem nesse período, é isso o que o clube precisa”, prosseguiu o economista.

“Eu vejo uma demonstração de força e uma boa capacidade de gestão, o pensamento de onde vou aplicar meu dinheiro. Eventualmente é melhor eu alongar minha dívida e contratar um bom jogador do que pagar minhas dívidas e manter um elenco defasado. Me parece que, com as finanças um pouco mais organizadas, o clube tem essa capacidade de decisão, o que não tinha antes, porque tinha que ficar pagando dívidas”, concluiu.

Fonte: Gazeta Esportiva

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