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De Nenê a Régis: veja o balanço dos reforços do São Paulo em 2018

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Em 2018, o São Paulo adotou uma política agressiva no mercado e realizou um total de 11 contratações. Com elas, o time não conquistou títulos, mas ao menos garantiu uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores.

Analisando o desempenho dos reforços, nota-se que a maioria teve uma temporada de altos e baixos. Alguns conseguiram se firmar no time titular, enquanto outros tiveram pouco espaço. E há aqueles que já até deixaram o clube.

Abaixo, a Gazeta Esportiva apresenta um balanço e o status com que cada um dos 11 reforços terminaram o ano de 2018:

Nenê – 55 jogos – 12 gols – 37 anos – Titular
Assim como Diego Souza, o meia teve uma temporada irregular, mas com bons números. Reserva no fim da era Dorival Júnior, cresceu de produção sob o comando de Aguirre e foi um dos principais responsáveis por levar o time à liderança do Brasileirão.

No fim da competição, porém, o camisa 10 sofreu uma queda de rendimento e foi parar na reserva. Insatisfeito por não ter sido acionado contra o Flamengo, deixou o Morumbi às pressas e sem falar com a imprensa, sendo repreendido por Raí pelo episódio.

Quando André Jardine assumiu a equipe, voltou a ser titular, mas não conseguiu levar o time ao G4 do Brasileiro. Ele terminou 2018 como vice-artilheiro do São Paulo, com 12 gols, e principal garçom, com sete assistências.

Jean – 18 jogos – 23 anos – Titular
Contratado por R$ 6 milhões junto ao Bahia, Jean começou o ano na reserva de Sidão, com quem se desentendeu por causa de um vídeo publicado pelo colega nas redes sociais.

Com a irregularidade de Sidão, bastante criticado pela torcida, o camisa 1 virou titular no fim da temporada. Em 2019, Jean terá a missão de, enfim, se afirmar na meta são-paulina, carente de um goleiro de confiança da torcida após a aposentadoria de Rogério Ceni, em 2015.

Diego Souza – 51 jogos – 16 gols – 33 anos – Titular
O camisa 9 teve um ano de altos e baixos no Tricolor. Após um início aquém do esperado, quase foi parar no Vasco, mas, depois de uma conversa com Raí e da chegada de Diego Aguirre, o centroavante recuperou o bom futebol e terminou a temporada como artilheiro do time, com 16 gols.

No próximo ano, com a chegada de Pablo, Diego Souza pode mudar de posição. Meia de origem, o jogador vindo do Sport por R$ 10 milhões atuaria mais recuado na armação de jogadas.

Everton – 29 jogos – 5 gols – 30 anos – Titular
Reforço mais caro para 2018 (R$ 15 milhões), Everton fez jus ao investimento. Com cinco gols e seis assistências, o meia-atacante manteve a regularidade durante a temporada, atrapalhada apenas pelas lesões musculares que o tiraram da etapa decisiva do Brasileirão.

Bruno Peres – 18 jogos – 1 gol – 28 anos – Titular
Emprestado pela Roma-ITA, o lateral direito chegou para substituir Éder Militão. Mas não conseguiu manter o nível de atuações do jovem negociado ao Porto-POR. Apesar do bom início, em que até ajudou com um gol, Bruno Peres sofreu uma queda de desempenho na reta final da temporada, gerando até críticas da torcida.

Considerado um jogador promissor no Uruguai, Carneiro ganhou ritmo no fim da era Aguirre e virou titular, porém uma contusão na coxa interrompeu sua ascensão na reta final da temporada.

Tréllez – 38 jogos – 6 gols – 28 anos – Reserva
Ex-Vitória, o colombiano, que custou R$ 6 milhões, não vingou com a camisa do São Paulo neste ano. Embora tenha feito gols importantes, como contra o São Caetano nas quartas de final do Paulistão, o centroavante não conseguiu provar que poderia ser titular no lugar de Diego Souza.

Anderson Martins – 30 jogos – 1 gol – 31 anos – Reserva
O zagueiro é outro que conviveu com altos e baixos na temporada. Com uma lesão nas costas, demorou a pegar ritmo, mas, aos poucos, foi se firmando no time titular, tornando-se o zagueiro preferido de Aguirre.

Entretanto, assim como alguns de seus companheiros, o ex-Vasco caiu de rendimento no returno do Brasileirão e terminou o ano na reserva de Arboleda e Bruno Alves.

Gonzalo Carneiro – 15 jogos – 1 gol – 23 anos – Lesionado
Dentre os reforços para 2018, o uruguaio só não ficou menos em campo do que Régis – ambos disputaram 15 jogos no ano. Prejudicado por uma lesão no púbis, o atacante demorou quase quatro meses para estrear depois de sua contratação junto ao Defensor-URU.

Joao Rojas – 20 jogos – 1 gol – 29 anos – Lesionado
Contratado durante a Copa do Mundo, o meia-atacante oscilou como a maioria dos reforços. Vindo do Talleres-ARG, o veloz equatoriano rapidamente se adaptou ao futebol brasileiro e estreou já como titular do São Paulo.

Além de ter anotado um gol, Rojas contribuiu com cinco assistências. No segundo turno do Brasileirão, porém, caiu de produção e, para piorar, sofreu uma grave lesão no joelho direito que o tirará dos gramados pelo menos até abril de 2019.

Valdívia – 19 jogos – 3 gols – 24 anos – Negociado
De início, o meia-atacante se mostrou uma boa alternativa pelas beiradas de campo. Após sofrer uma lesão, contudo, caiu de produção e deixou a equipe titular. Em junho, ele foi vendido ao Al-Ittihad, da Arábia Saudita, pelo Internacional, que havia o emprestado ao São Paulo.

Régis – 15 jogos – 29 anos – Dispensado
Após um início promissor, o ala direito foi afastado pela direção por problemas pessoais. Reincorporado ao grupo meses depois, ele deu mostras de que poderia seguir seu vínculo normalmente, mas voltou a ter complicações particulares e foi dispensado. Régis foi contratado em março depois de se destacar pelo São Bento no Campeonato Paulista.

Fonte: Gazeta Esportiva

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