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Ídolo de São Paulo e Guarani, Careca vê Loss mais pronto que Jardine

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Ídolo de São Paulo e Guarani, o ex-atacante Careca está dividido em relação ao duelo desta quinta-feira, às 21 horas (de Brasília), no Pacaembu, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Sem escolher um dos lados, o craque torce por um empate repleto de gols.

“Sou muito grato ao Guarani por ter me dado a oportunidade de me formar lá. Foi onde tudo começou. O São Paulo também me acolheu de uma forma muito boa, foi onde aconteceu minha confirmação”, relembrou Careca à Gazeta Esportiva.

No Guarani, onde despontou para o futebol, foi campeão brasileiro em 1978, fazendo o gol do título na final contra o Palmeiras. Oito anos depois, ergueu o troféu pelo São Paulo, justamente em cima do Bugre, terminando como artilheiro da competição, com 25 gols.

“Quando tem esses duelos assim, eu aprecio de um modo diferente: torço para dar empate, com muitos gols para dar emoção ao torcedor. Não dá para torcer para um ou outro. Não sou de ficar em cima do muro, mas fico dividido porque são duas equipes por quem tenho um carinho muito grande”, explicou.

Este será o primeiro confronto entre São Paulo e Guarani em seis anos. O time campineiro voltou à elite estadual após ser campeão da Série A2 em 2018. Embora o Bugre tenha figurado em divisões inferiores nos últimos anos, a rivalidade histórica entre as equipes não diminuiu, na visão de Careca.

“O título de 1986 ainda está muito vivo. Tanto do lado do Guarani, que perdeu, quanto no São Paulo, que, jogando em Campinas, conseguiu esse êxito que não é para qualquer um. Os duelos sempre eram muito fortes. Apesar de tanto tempo sem se enfrentarem, [o clássico] não perde em emoção, não”, assegurou.

Além da atmosfera de rivalidade, o embate reunirá dois treinadores em início de carreira. Efetivado em novembro, André Jardine, de 39 anos, comanda um dos elencos mais fartos do Brasil, enquanto Osmar Loss, 43, tenta fazer o Guarani surpreender sem os mesmos recursos do time da capital.

Para Careca, no entanto, o técnico do Bugre está mais preparado para o desafio: “Ele é um pouquinho mais cascudo. Já passou pela pressão de trabalhar no Corinthians, trabalhou com o Carille. Precisa de tempo. Espero que dê certo e seja bom para o Guarani”.

Em sua avaliação, pelo jejum de seis anos sem títulos, o cenário do Tricolor exige um comandante mais rodado. “Ele está começando agora, e o momento é muito delicado. Ele precisa de uma afirmação, de resultado”, ressaltou.

“No momento, o São Paulo precisava de um treinador experiente. Não pode continuar fazendo aposta. É para ontem que o São Paulo precisa de um título”, avaliou, antes de ponderar. “Mas a gente acredita, o Jardine não está aí por acaso”, completou.

Passadas três rodadas, o São Paulo lidera o Grupo D do Paulistão, com seis pontos. O Guarani, por sua vez, é o terceiro colocado do Grupo B, com três pontos. Ciente do favoritismo tricolor, Careca preferiu não palpitar sobre o resultado do tradicional duelo.

“O São Paulo leva uma pequena vantagem, jogando em casa. Mas São Paulo e Guarani sempre dá jogo bom. Não vou arriscar um placar, não. Acho que vai ser um jogo bom para a gente ver”, concluiu.

Fonte: Gazeta Esportiva

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