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Polêmico, Cuca ajudou a montar São Paulo campeão em 1ª passagem

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Apresentado como técnico do São Paulo na última segunda-feira, Cuca chega para sua segunda passagem pelo clube do Morumbi. Quando assumiu a equipe pela primeira vez, em 2004, o curitibano era uma aposta e fazia parte de uma nova geração de treinadores. Com gênio forte, participou de episódios polêmicos e ajudou na construção do elenco que ganharia tudo nas temporadas seguintes.

Há 15 anos, sem ter a experiência de hoje, Cuca se tornou desafeto de Rogério Ceni após um rachão no Morumbi, no qual o ex-goleiro se desentendeu com o preparador físico Omar Feitosa. Mais tarde, o treinador revelou arrependimento pelo entrevero.

“Ele teve uma discussão com meu preparador físico e eu peguei as dores do meu preparador sem saber o teor, e o ter era que ele estava totalmente errado, o meu preparador”, disse Cuca, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em abril de 2013.

“Tive uma discussão com o Rogério Ceni, que eu acho o maior ícone da história do São Paulo e o melhor goleiro com quem já trabalhei, em que eu estava errado”, completou, na mesma entrevista.

Naquela época, Cuca se estranhou ainda mais com um colega de profissão, o técnico Jorge Fossati. Durante duelo com a LDU, pela fase de grupos da Copa Libertadores, no Morumbi, o brasileiro acertou uma bolada no rosto do uruguaio.

“Era um lateral para nós, e o jogador deles tinha a bola embaixo do braço do meu lado. Eu tirei a bola do jogador e, quando eu fui dar para o nosso bater, acabou o primeiro tempo. E ele veio em disparada para o meu lado, falando não sei o quê. Eu bati com a bola no rosto dele e mereci ser expulso”, explicou Cuca, em entrevista coletiva, após a partida.

A rusga entre os dois treinadores, no entanto, começou no jogo do Equador, onde o Tricolor perdeu por 3 a 0. Na ocasião, Cuca entendeu que Fossati o provocava nas comemorações de cada gol da LDU.

Mas não foram as polêmicas que marcaram sua primeira passagem pelo Tricolor, encerrada após a eliminação para o colombiano Once Caldas nas semifinais da Copa Libertadores e um início irregular no Campeonato Brasileiro de 2004.

Embora não tenha conquistado títulos, o treinador teve o trabalho bem avaliado e contribuiu na montagem de um dos elencos mais vitoriosos da história do clube. Após salvar o Goiás do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2003, Cuca indicou as contratações de Danilo, Fabão e Grafite para o São Paulo. Em 2005, o trio foi campeão do Paulista, da Libertadores e do Mundial. No ano seguinte, os dois primeiros ainda conquistariam o Brasileirão.

Mais “cascudo”, Cuca agora tem a missão de tirar o São Paulo da crise na qual se afundou neste início de temporada. O time foi eliminado pelo Talleres-ARG de forma precoce na Copa Libertadores e deixou a zona de classificação do Paulistão na última rodada.

O novo treinador, contudo, assumirá o time somente depois de terminar seu tratamento cardiológico – provavelmente após o Estadual. Enquanto isso, o coordenador técnico Vagner Mancini dirigirá a equipe de maneira interina.

“Passei aqui em 2004 quando Juvenal [Juvêncio] e Marcelo (Portugal Gouvêa) me trouxeram, montamos um elenco forte. Peço ao torcedor que tenha confiança no trabalho meu, do Raí, do presidente Leco, do Mancini, para ter uma sequência boa. A gente tem condição, o time do São Paulo é bom. Temos que colocar isso na cabeça e em prática mesmo”, afirmou Cuca, em sua apresentação.

Fonte: Gazeta Esportiva

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