O desempenho do São Paulo neste sábado foi aquém das expectativas. O time teve a oportunidade de abrir o placar logo no primeiro minuto de jogo, mas Calleri desperdiçou o pênalti, batendo por cima do travessão. É verdade que, caso convertesse a cobrança, a partida poderia ter tido outro roteiro, mas fato é que os comandados de Zubeldía não foram capazes de dominar o Sport do início ao fim e construir o placar de forma natural.
Luis Zubeldía, aliás, tinha a obrigação de fazer sua equipe mostrar muito mais do que mostrou. Foram praticamente 20 dias de intervalo para descansar seus atletas e trabalhar alguns aspectos para que o São Paulo estreasse no Campeonato Brasileiro como um dos postulantes às primeiras colocações. O que foi visto em campo ao longo dos 90 minutos, entretanto, foi um time fraco em termos criativos.
É verdade que o Tricolor apresentou uma considerável melhora no segundo tempo, quando Ferreirinha entrou na vaga de Sabino e Enzo Días no lugar de Wendell. Depois, os jovens Alves e Lucas Ferreira incendiaram ainda mais o jogo, o que confirma que a escalação escolhida para o duelo deste sábado foi equivocada.
Enfrentando o Sport, no Morumbis, Zubeldía decidiu ir a campo com um esquema com três zagueiros, o que não necessariamente é um sistema defensivo. Porém, a configuração do time, com Marcos Antônio tendo a responsabilidade de construir as jogadas, não surtiu efeito. Apenas depois das substituições, contando com atletas mais “agressivos” no ataque, o São Paulo conseguiu se impor mais diante do rival.
Diante de tantos jogos sem o resultado ou desempenho esperados, a pressão sobre Luis Zubeldía só cresce. Neste sábado o São Paulo deixou o campo vaiado, e boa parte da torcida tricolor já começa a entrar no consenso de que, com Dorival Júnior fora da Seleção Brasileira, o melhor para o clube do Morumbi seria o retorno do antigo treinador.