O São Paulo vive mais um capítulo de tensão política nos bastidores. Afinal, na quinta-feira (23), o presidente Harry Massis formalizou um pedido de expulsão de Olten Ayres, atual presidente do Conselho Deliberativo, sob a acusação de gestão temerária.
Seguindo o estatuto do clube, o documento foi recebido pelo próprio Olten e encaminhado à Comissão de Ética, que agora decidirá se a representação terá continuidade. Caso avance, o dirigente terá direito à defesa antes de uma eventual votação entre os conselheiros, que definirão sobre sua permanência no quadro associativo.
Além do pedido de expulsão, Massis solicitou uma medida liminar para afastar Olten da presidência do Conselho do São Paulo durante a tramitação do processo. Essa solicitação será analisada separadamente pela Comissão.
A crise interna tem origem em divergências relacionadas a uma proposta de reforma estatutária. Em dezembro, o então presidente Julio Casares apresentou mudanças que incluíam a redução do quórum necessário para decisões estruturais, como a possibilidade de transformação do clube em SAF.

Após tramitar pelo Conselho Consultivo, o texto acabou sendo encaminhado à Comissão Legislativa, que emitiu parecer contrário à proposta em abril de 2026. Segundo o documento apresentado por Massis, essa decisão deveria ter encerrado a discussão.
No entanto, antes mesmo do parecer, Olten Ayres instituiu uma Comissão de Reforma Estatutária, com prazo até maio para apresentar novas propostas. O dirigente defende que ainda havia prazo regimental para manifestação e, por isso, a tramitação seguiu com a criação de uma nova comissão legislativa.
Já o presidente do clube sustenta que a continuidade do processo representa violação do estatuto, por retomar um tema já rejeitado anteriormente.


