Matheus Alves ainda dava os primeiros passos no elenco profissional do São Paulo quando surgiu a proposta do CSKA Moscou, em julho de 2025. Aos 20 anos, o meia decidiu deixar o clube que o revelou após 15 partidas pela equipe principal. Em entrevista ao “Esporte na Band”, o atleta explicou que a negociação levou em conta tanto os planos para a carreira quanto a situação financeira do Tricolor Paulista.
O jogador afirmou que não tomou a decisão sozinho. A família e os representantes participaram das conversas, e a presença de brasileiros no elenco russo também pesou na escolha. Para Matheus, o cenário vivido pelo Soberano tornava a proposta ainda mais irrecusável.

A aposta no mercado europeu
A mudança para a Rússia, no entanto, não ocorreu sem apreensão. O conflito com o país levantou dúvidas antes da viagem, principalmente em relação à segurança dos familiares. Logo após a sua chegada em Moscou, Matheus diz ter encontrado uma rotina mais tranquila do que imaginava.
“Foi uma decisão tomada com a minha família e meu staff. Era um clube que tinha bastante brasileiros. Na fase que o São Paulo estava, de ter que vender rápido os atletas que estavam surgindo, eu não podia deixar a oportunidade passar”, afirmou.
Apesar de enxergar espaço para evoluir no exterior, o meia não escondeu que gostaria de seguir com a camisa do Tricolor Paulista. A possibilidade de perder uma chance importante para a carreira, no entanto, acabou em peso na decisão de aceitar a transferência.
“Foi um clube que eu vi que ia abrir muitas portas pra mim no mercado europeu. Eu fui, sim, com um pouco de medo e receio por ser a Rússia em fase de guerra, mas aqui em Moscou é bem tranquilo, nunca tive que me preocupar aqui com a minha família”, explicou.
Venda rendeu milhões ao São Paulo
Matheus ganhou projeção na base são-paulina e foi um dos destaques da conquista da Copinha de 2025. Em julho daquele ano, o CSKA fechou a contratação por cerca de 6 milhões de euros, valor que correspondia a aproximadamente R$ 37 milhões na época. O acordo também garantiu ao São Paulo 25% de uma eventual mais-valia em uma futura venda do jogador.
“Claro que eu queria continuar no São Paulo, mas foi uma oportunidade que eu poderia não receber depois, acabei aceitando e estou muito feliz”, completou.


