Camarotes no São Paulo: polícia apreende R$ 28 mil e documentos em operação

A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (21) uma operação para apurar a comercialização irregular de camarotes no MorumBis, estádio do São Paulo. Foram apreendidos R$ 28 mil em dinheiro e documentos que, segundo as autoridades, detalham a estrutura do esquema. Além disso, os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista.

Mara Casares, ex-mulher do presidente afastado do clube, Júlio Casares, e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base do São Paulo, e Rita Adriana, apontada como responsável pela venda irregular de um camarote dentro do estádio, são os alvos da operação.

Promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro (D) , do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), concede entrevista – Foto: Reprodução de vídeo

De acordo com o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o material apreendido ampliou o alcance das suspeitas. “O (estádio) MorumBis foi transformado em uma gigantesca máquina de caça-níqueis para atender ao interesse de terceiros”, afirmou Carneiro em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo.

“Tomamos conhecimento de documentos que confirmam que o esquema de arrecadação abrange um tempo muito maior e com muito mais pessoas do que a gente imaginava”, completou.

Os policiais não encontraram Douglas Schwartzmann no endereço informado. Em nota, os advogados de defesa afirmaram que o dirigente já se colocou à disposição das autoridades e informou previamente a viagem ao exterior. Os agentes também não localizaram Rita Adriana. Apenas Mara Casares estava em casa no momento da ação e, segundo a Polícia Civil, colaborou com os agentes.

Relembre o caso

A investigação, portanto, se concentra no camarote 3A, conhecido como “Sala Presidencial”, um espaço do MorumBis que o clube não disponibiliza para venda. Segundo os investigadores, uma intermediária repassou e comercializou ingressos do local sem autorização formal do São Paulo.

O esquema veio à tona após uma disputa judicial entre pessoas envolvidas na revenda de entradas para eventos. Esse fato levou o caso ao conhecimento da diretoria do São Paulo e, posteriormente, das autoridades. Desde então, a Polícia Civil apura a responsabilidade dos envolvidos e a eventual prática de crimes ligados à comercialização irregular de ingressos.

Os envolvidos negam irregularidades e afirmam que não obtiveram vantagem pessoal com as operações investigadas.

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