Roger valoriza empate na altitude e explica estratégia do São Paulo

Roger Machado comemora empate do São Paulo – Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

O técnico Roger Machado valorizou o empate do São Paulo com o Millonarios, nesta terça-feira (28/4), na altitude de mais de 2.600 metros de Bogotá, pela terceira rodada do Grupo C da Sul-Americana. Após o duelo, o treinador, que escalou o time com reservas e jovens, explicou a estratégia para evitar danos maiores na competição.

“Adaptei o esquema ao que iríamos enfrentar: um ambiente de altitude, a atmosfera do estádio e o estilo da competição sul-americana. Eu sabia que o adversário usaria muito as bolas aéreas e os cruzamentos, pois é o time que mais cruza bolas no Campeonato Colombiano. A ideia da linha de três foi justamente nos proteger quando o adversário acessasse a nossa área”, disse antes de complementar.

“No primeiro tempo, penso que fizemos um bom papel ao manter dois atacantes à frente, o André e o Tapia, para acessarmos as costas da linha defensiva deles. O Tapia rodou muito e se doou pelo coletivo. Já no segundo tempo, quando o adversário teve mais controle e começou a inverter jogadas para cruzar, coloquei dois pontas rápidos no 5-4-1 para tentarmos o contra-ataque e marcar a primeira fase de construção deles. Faltou talvez um encaixe melhor e mais calma na tomada de decisão, o que é comum sob o efeito da altitude. No entanto, em um contexto de falta de oxigênio, levar um ponto para casa é sempre algo a se comemorar”, ressaltou.

Roger Machado explica estratégia diante do Millonarios – Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

Altitude e formação defensiva

Roger também comentou sobre como foi trabalhar a equipe para suportar a altitude.

“Quando eu era atleta, não gostava que o departamento de fisiologia dissesse que o efeito da altitude era apenas psicológico. Existe um efeito físico evidente: há uma menor capacidade de se manter fisicamente na partida. Eu trato o tema com a devida preocupação, mas sem valorizar excessivamente, pois preciso que o jogador se sinta bem em campo, e eles estão bem condicionados. É claro que, do minuto trinta em diante, percebe-se o sofrimento no rosto dos atletas. Contudo, penso que conseguimos minimizar os efeitos da altitude de forma organizada”, ressaltou.

Além disso, ele foi questionado sobre manter a linha defensiva com três zagueiros.

“Quanto à utilização dos três zagueiros, já era um hábito histórico do São Paulo; o clube se sente bem atuando com três defensores. Hoje pude verificar as variações entre o 3-5-2 e o 4-4-1, e penso que é perfeitamente possível transferir essa estrutura também para os atletas que ficaram em São Paulo”, ressaltou Roger.

Oportunidades

Roger ressaltou a importância de dar oportunidades ao atletas. Um deles que ganhou chance foi o goleiro Coronel, que fez sua estreia pelo São Paulo, nesta terça-feira, e fez uma grande defesa nos minutos finais.

“A entrada do Coronel foi uma oportunidade por merecimento. Se não dermos chance ao goleiro suplente, é muito difícil que ele atue. Ele fez uma bela estreia, novamente na altitude, o que é um contexto difícil para um primeiro jogo. Com o Nicolas foi a mesma coisa: ontem avisei que ele jogaria por ter capacidades que nos ajudariam nesta partida. Eu já havia dito ao Wendel que daria essa oportunidade ao Nicolas para que pudéssemos senti-lo em um jogo internacional, com uma atmosfera pesada, e penso que ele se comportou muito bem. São passos importantes, assim como o Djhordney, que jogou com naturalidade no meio-campo. Quando inserimos dois ou três jovens em uma estrutura de jogadores experientes, eles crescem. Esse é o processo.”

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