O São Paulo encerra 2026 com cerca de 25 mil contratos ativos e adimplentes em seu programa de sócio-torcedor, de acordo com informações do portal “Uol”. É o menor número registrado pelo clube desde 2021. O dado considera apenas associados com pagamentos em dia e não corresponde ao total mais amplo apresentado pela instituição em seus canais oficiais.
A diferença entre as duas contagens ajuda a explicar a divergência nos números divulgados. Em seu site, o São Paulo informa aproximadamente 45 mil sócios. Além disso, inclui dependentes, convidados vinculados aos planos e associados com mensalidades em atraso.

Distância para os rivais aparece nos números do São Paulo
Entre os grandes clubes paulistas, o Tricolor Paulista fica atrás de Palmeiras, Corinthians e Santos na quantidade de associados, ao considerar a métrica de contratos ativos e adimplentes. O Palmeiras reúne cerca de 165 mil, enquanto o Corinthians tem aproximadamente 150 mil. O Santos, em seguida, registra cerca de 49 mil sócios, quase o dobro do número atribuído ao São Paulo no levantamento.
A diferença também aparece na comparação com o tamanho das torcidas. De acordo a apuração, o Soberano está fora das dez primeiras posições do ranking nacional de sócios-torcedores e ocupa a última colocação entre os clubes da Série A quando o indicador relaciona a dimensão de sua torcida. O programa foi criado em 1999 e chegou a figurar entre os maiores do país.
A reformulação do sistema está prevista no acordo firmado com a Ticketmaster, que assumirá a operação do programa de sócio-torcedor e a gestão da venda de ingressos a partir de 2027. O contrato terá duração de cinco anos. A integração das duas áreas faz parte da mudança na estrutura de atendimento e comercialização dos serviços oferecidos aos torcedores.
Representantes da situação e da oposição reconhecem a necessidade de mudanças no modelo atual. Entre os pontos levantados está a dificuldade de oferecer vantagens aos torcedores que vivem fora do estado, além da necessidade de ampliar a capacidade do programa de gerar receitas recorrentes para o clube. A nova gestão, por fim, ficará responsável por operar o serviço durante o período previsto no contrato.


