O São Paulo ainda não definiu o futuro de Cédric Soares, lateral-direito de 35 anos que permanece afastado do elenco desde junho. O clube procura uma solução para o jogador, mas esbarra nos valores previstos no contrato e na dificuldade de encontrar um destino para o português.
Inicialmente, ambas as partes chegaram a conversar sobre uma possível rescisão. O lateral, porém, não aceita abrir mão dos valores estabelecidos no vínculo. Dessa forma, a saída imediata exigiria um esforço financeiro significativo por parte do Tricolor Paulista.
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Salário alto dificulta saída de Cédric do São Paulo
Caso o Soberano encerre o contrato neste momento, o custo estimado chega a aproximadamente R$ 17 milhões. A quantia considera os pagamentos previstos até o término do vínculo, além de direitos de imagem e luvas que ainda estão em atraso.
Além disso, a diretoria tentou outra alternativa durante a última janela de transferências. O clube procurou interessados para um empréstimo, inclusive com a possibilidade de dividir os vencimentos, mas Cédric recebeu negativas no mercado brasileiro e também no exterior.
O principal obstáculo nas conversas foi o salário do lateral. Mesmo com uma eventual divisão dos pagamentos entre os clubes, os valores ainda foram considerados elevados pelos interessados, o que impediu o avanço de uma negociação.
Cédric chegou ao São Paulo em janeiro de 2025 para um contrato inicial de três meses e com salário fixo considerado baixo. Após agradar no período de avaliação, o português ganhou a confiança do clube e renovou o vínculo até dezembro de 2027.
A partir da renovação, o jogador passou a receber mais de R$ 500 mil por mês. Agora, portanto, o São Paulo precisa encontrar uma alternativa que reduza o impacto financeiro do contrato sem chegar a um acordo que obrigue o clube a assumir sozinho todos os custos de uma rescisão.