O São Paulo mudou o rumo da condução do caso envolvendo Arboleda. Em vez de avançar para uma rescisão contratual, o clube passou a tratar o zagueiro equatoriano como possível moeda de troca na próxima janela de transferências do meio do ano.
A decisão ocorre após análise interna que considerou os riscos de cada cenário. Inicialmente, a possibilidade de um acordo amigável foi descartada. A diretoria entende que esse caminho beneficiaria apenas o jogador, que ficaria livre no mercado sem gerar retorno financeiro.
Por outro lado, a alternativa de rescisão unilateral também perdeu força. Apesar das notificações formais enviadas ao atleta ao longo das últimas semanas, o departamento jurídico avalia que não há segurança suficiente para garantir êxito em uma eventual disputa judicial.
A última notificação, inclusive, estabelecia um prazo simbólico. O Tricolor informou que poderia acionar a Justiça assim que o período de ausência atingisse 30 dias. A medida surtiu efeito. Arboleda retornou antes de completar esse prazo, o que reduziu ainda mais a margem para uma ação mais dura.

São Paulo quer negociar o zagueiro
Diante desse contexto, o foco passou a ser outro. Internamente, o São Paulo agora quer entender em quais condições físicas o jogador se reapresentou. A ideia é submetê-lo a um processo de recondicionamento, possivelmente com atividades separadas do elenco principal. Na sequência, o clube pretende utilizá-lo como ativo de mercado. A estratégia está sendo buscar propostas que viabilizem uma negociação na próxima janela. Neste momento, não há planos concretos de reintegrá-lo ao grupo.
Ainda assim, essa possibilidade não está completamente descartada. Caso não apareça interessados e o elenco apresente necessidade na posição, o retorno do defensor pode voltar a ser considerado após a pausa da temporada.
Arboleda tem contrato válido até o fim de 2027. Enquanto isso, o São Paulo administra o caso com cautela, tentando equilibrar interesses esportivos, financeiros e jurídicos em um cenário ainda indefinido.


