A política do São Paulo segue quente. Nesta quarta-feira (6), o clube demitiu uma secretária ligada a Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, sob suspeita de atuação “fantasma”, após análise interna de registros administrativos. A abertura do procedimento interno foi pelo presente Harry Massis Jr.
O desligamento se deu em razão de questionamentos sobre a rotina de trabalho de Ivana Zavatti. Ela era registrada como “Assistente Administrativo” desde fevereiro de 2021, sob a gestão de Julio Casares, e mantinha uma rotina de trabalho em “home office”, de acordo com o “ge”. A funcionária ainda recebia salário próximo de R$ 7 mil.
Diante disso, Olten Ayres deu a sua versão sobre a demissão de Ivana Zavatti. O dirigente admitiu que Ivana trabalhava sob sua gestão e explicou que ela foi contratada no início da gestão de Julio Casares já como funcionária remota.

“Era uma funcionária que se aposentou há muito tempo e trabalhou para mim no passado. Quando vim ao clube, achei que era de bom tom trazê-la para que me secretariasse pessoalmente, pois era uma pessoa da minha confiança e me ajudaria a coordenar minhas atividades no São Paulo”, falou o dirigente, em entrevista à ESPN.
“Depois, quando o atual presidente assumiu, a manteve neste posto, visto que ele mesmo tem quatro secretárias. Só que agora que há um pedido de afastamento meu e que tenho me oposto a muitas desmedidas que ele vem tomando, ele resolveu trazer o assunto à tona e, de maneira intempestiva e bastante política, a demitiu do posto de secretária. Na realidade, se não houvesse essa votação do dia 12, isso não teria acontecido”, completou.
Ambiente político conturbado no São Paulo
O episódio ocorre em meio a um ambiente político conturbado no São Paulo. Nas últimas semanas, Harry Massis e Olten Ayres protagonizaram um embate direto nos bastidores. O presidente acionou a Comissão de Ética pedindo o afastamento do dirigente por suposta gestão temerária.
Em resposta, Olten protocolou um pedido de impeachment contra Massis, alegando irregularidades na composição do Conselho de Administração. O movimento, no entanto, perdeu força após o preenchimento das vagas questionadas.
Na sequência, a Comissão de Ética recomendou o afastamento preventivo de Olten Ayres, medida que ainda estará sendo votada pelo Conselho Deliberativo nos próximos dias.
Enquanto isso, a investigação sobre a funcionária adiciona mais um capítulo à crise interna que envolve a atual gestão e seus dirigentes.


